quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Um norte

Sorte
Estava sem sorte
Não entendia à sorte
Fiquei distante, sorte

Encontrei sorte
Escutei e respirei forte
À Muller, Ahh Muller...
Quem dera eu ter tal sorte

Me derreta com tua 'Sorte'
Ana, sua música apontou-me um norte
Eu, aquele velho sem sorte
Desejo-lhe sorte!

Não creio eu, mas que você
Tenha a tão sonhada sorte
Não por posse: amor
Puts, que sorte!

No mundo de hoje, por sorte
Isso sim é ter sorte
Amor
Sorte
...
E então morte.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

From Old Rock to Sad Songs

Me diz, o porquê de suas queixas
Me disse não ter queixas
Pergunto, por que então tu me deixas?
Conforto a mim mesmo, dever haver queixas

O amor vicia
O bonito vicia 
O gostoso vicia
Cuidado, à tristeza vicia

Situação complicada, eu e você
mãos atadas, muito na jogada
Fugir? Deixar alguém? Deixar passar?
Voltar atrás? A corda alterou, não dá

Faz um bom tempo, estou estirado
Luto por forças, pranto escancarado 
Não pode ver, não com meu sorriso estampado
Faz um bom tempo, tempo magoado

Sad songs, muitas interpretações
Causas diversas
Coisas controvérsias 
Todas lamúrias, alívio de pressões

Amor
Angústia
Arte
Amantes

Não sair do lugar, não conseguir se expressar
Você até tenta, não consigo passar
Você sofre, eu sofro
Solidão compartilhada, singular para enxergar

Me acertou esse míssil, me consome esse vício 
Old rock, não escondemos os indícios
Era para ser aventura, nossa travessura
Cúmplices de uma loucura, luxúria 

Precisávamos, ansceavamos
Nos damos, nos enxergamos
Te dei, você se doou 
Te mostrei, você se mostrou

O amor vicia
O bonito vicia 
O gostoso vicia
Cuidado, à tristeza vicia

Me disse: não me deixe...
Não era justo, deixei!
Me cutucou, agora tu me deixas
Entendo, o que não impede que me queixe

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Escute criança

Quando era criança, quando comecei a entender o mundo, quando achava conhecer tudo, proferi alguns absurdos. Chás, cafés, viagens, cigarros, cervejas, livros, filmes, estudos, patrimônios, relacionamentos e toda cachaça em vidros caros. Não entendia os mais velhos, tanto para viver e tão pouco porquê ser.



Do prisma de uma criança, muita coisa não faz sentido. É tenso ouvir relatos de sua avó, mãe e pai falando de seus filhos, dizendo que estão perdidos. "Fulano e ciclano só querem saber de beber e fumar, igual loucos..." O que aumenta, cada vez mais, as perguntas na cabeça do pobre menino: "O que é não está perdido, como encontro o quê os demais acharam?".



É um absurdo adultos almejarem ter filhos. Quando "acontece", dado pelas necessidades físicas, já é uma desgraça. Quando planejam, inteligentinhos e "estruturados", catástrofe. Vícios, hábitos e costumes, não importa, só maneiras de se embreagar e suportar outro dia, e mais três doses de qualquer entretenimento no intuito de não perceber à noite. Covardia é achar que trasfere-se o vazio para o novo no mundo. Poder aquisitivo elimina certas noites as claras, o que não diminui são as respostas vagas quando os baixutinhos se dão conta da furada.



Desconsidere a classe social. Qualquer  um irá esconder sua ignorância e se esconder atrás de teorias, seja elas científicas ou místicas (dispenso vertentes), tudo lorota para entreter e você, criança, se perder diante tantas invensões humanas. Outros perdidos, tanto quanto seus mentores e guardiões.



A ideia é escolher qual merda quer abusar e se embreagar enquanto espera a vida passar, desejando fortemente que não haja outro estágio depois que este findar. Ou pode fingir que compreendeu o sentido, se comportar como um cretino e apontar o dedo para os outros envoltos em seus vícios. O primeiro, se todos se aprofundarem no grande vazio de si mesmos, logo chegará ao fim dessa proliferação desenfreada. Segundo, o que tens visto até hoje, é escolher o seu "kit fantasioso" e ter esperança que seus filhos não sejam tão odiosos quanto seus genitores.



Quem dera eu pudera dizer, após minhas morte, o que dissera Brás Cubas de Machadinho: "Não tive filhos, não trasmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria." Não tive a astúcia e lealdade comigo. No fim, me pus como o segundo tolo descrito, um hipócrita esperançoso. Não amaldiço-o meu fruto, esta é apenas um reflexo de minha parte burra, apesar de ser singular em sua ternura. Todavia não bendigo meu feito, mesmo trazendo algo belo e ingênuo, não mereço um só gracejo, mereço a forca ou o esquartejamento.



Há alguns séculos, pessoas eram esquartejadas, queimadas, apedrejadas e enforcardas por traição ou deshonra. Hoje, esquartejam o mundo das ideias, queimam a língua em rezas, apedrejam os desiguais e se enforcam a outras pessoas, se matando porque é o certo a se fazer. Porque assim o fizeram crer.



Abri várias portas. Falei, esperniei e expressei-me cansado e a fé morta. Criança é a origem, e o morimbudo destina-se o ser. O porquê de ser: um mito. Os absurdos? Repito. Quando era criança, quando tinha esperança, não entendia que no mundo viver e querer ser, eis aí, o verdadeiro absurdo.

sábado, 17 de novembro de 2018

O complemento




Como pode alguém perfeito errar tanto em criar algo que só lhe dá decepção? E tendo ainda o poder de mudar tudo, se esconde e somente observa a desgraça de todos. É abominável a ideia que Ele exista, me deixa triste e me afronta querer me fazer crer. Porém, como metanóia, devo ser justo ao verdadeiro Deus, sinônimo de perfeição.

Aflito e "espectoso", me abstive e tentei transparecer serenidade. Parecia estar no controle e ter passado por aquela ocasião um zilhão de vezes, como todos aqueles moços verdes, nos quais me percebi devaneando ao fitar os que à vista estavam. Deve ser honroso estar em seus lugares, pena que a frequência no fazer, a torna menos prazerosa e especial a cada dia. Tanto honroso como responsível, não preciso citar o árduo caminho até galgar finalmente o posto.

Médicos, enfermeiros e técnicos todos envolto de suas funções. Sei que peco em não ditar-lhes as especializações, no entanto é complicado que lembre tantos e mais desrespeitoso seria me atrever a esquecer algum. Fora crucial a Sheila Lara, xará da nossa, esperada e impaciente se tornando paciente, que estevesse presente e de uma voz terna me ajudar a acalmar a mãe, que vi duas ou três vezes caminhar pendente pela linha do equilíbrio. Enfermeira-obstetra, lembrar desta em específico é como andar de bicicleta.

Findou-se o trabalho, limpados e medicados, fomos deportados ao quarto ao lado, e após um dia soube-se a necessidade de mais alguns hospitalizados. Nasceu antes da hora, foi requerido supervisão e cuidados, mais um ou dois dias, por ora. Usei os intervalos para ler e escrever. Achei estar em uma boate, prostíbulo ou recebendo passe em uma casa espírita; A luz azul e a quietude do local, interrompida apenas por choros de RN's, me colocou em devaneios.

Quatro camas, quatro cantos, panos brancos, luz azul e um banheiro. Doze pessoas; quatro sob cuidados, quatro preocupados e quatro dormindo mas sempre supervisionados. Cada qual ali por suas particularidades. Uns problemáticos, outros sempre deitados, alguns levantam (acompanhantes) e nós, no primeiro leito do quarto. 

Havia um livro em meio aos meus, ganhei de um amigo meu. Iria jogar fora, achei um cúmulo naquela hora. Reividiquei aquela obra, capa dura, pura literatura e ainda por cima escrita por um brasuca. Aluísio Azevedo, xará de outro grande amigo meu. O carinho que tenho hoje por este estimado livro, me foi descoberto em um momento crucial, como percebe e aqui relato. Adorei conhecer a Dona Olímpia, Dr. Cesar, Palmira, Leandro e seus relatos. 

Por fim, após notáveis nove meses de descontentamento, apesar de não ter querido ter te tido, adorei que tenha aparecido. Quarenta e seis centímetros, "três e poucos quilos", me fez enxergar que as vezes, somente as vezes, algo desprevenido pode sofre uma alquimia e se tornar algo limpo. Não digo o mesmo do todo, ainda me mordo os lábios de ódio, porém te olho e analiso que, sem tudo isso não teria eu te conhecido.

Aluísio Azevedo, que também pairou sobre o leito de minha pequenina, usou das palavras da velha Olímpia para me apontar certos pontos furtivos, nos quais, não sabia apreciar e que com certeza é importante mencionar e memorá. E não encontro outra palavra mais adequada para expressar a perfeição desses passados dias, que não seja Deus. É a única (mantendo meu desdém pela divindade), que expressa o que sinto, em qual me inspiro e hoje exprimo aqui, minha singela e notável forma de contentamento. Entendi contrariado qual me faltava um complemento.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Deuses e seus prazeres

Dei a ela passe livre enquanto sozinha. Trato-a como rainha, a unica desnuda de seus julgamentos e lamúrias atuais. Vou contar um segredinho para que à entenda, e vê se após retirado esse teu vél de cegueira, não mais se perca em julgamentos pré-conceituosos, contemple sua ignorância, abstenha-se em sua insignificância e não mais a chame de rameira. Afinal das contas, a criei para estar comigo, emprestei-a para que alegre seu mundinho enfadonho, de sonhos.


Ela percebe os olhares maldosos à despindo, em cada esquina que dobra tem mais lobos famintos, nem se quer precisam sentir o cheiro do sexo feminino. Na mira de sujeitos sujos ela queima, como um pecador em frente ao próprio Lucifer após o julgamento. Ocasião diferenciada pela pele vermelha e a quentura em todo o seu ser, desencadeando uma pressão em sua vagina, salientando sua sensualidade, seu lado promíscua.



Umidecida, corpo quente, pensamentos inquietos, uma vontade enorme de se esfregar, queria ao menos tocar o inchaço que causam os olhos esbrugalhados. O "v" entre suas pernas clamam por uma atenção,  de novo se perde na escadaria do prédio, apoiando à porta com o pé, os sentidos aguçados tanto para cima quanto para baixo, já imaginou se alguém à pega nesse "mal hábito"? Quando pensa na possibilidade, fricciona os dedos sob o clitóris, até que a respiração fique entrecortada. Após o êxtase, se recompõe e retorna ao escritório, com o mesmo ar de recatada.



Ocorrência corriqueira mesmo em dias de modes. Lembro daquela vez que o ferro gélido da carteira (aquelas de faculdade) a fez pensar bobagem, estava no vermelho, mas não fora covarde. Convidou um carinha das aulas de enfermagem, surrupiou algumas camisinhas de sua mãe, dentro do estojo de maquiagem e  urrou de prazer quando Erick invadiu suas entranhas, no quartinho onde o zelador deixava os apetrechos da jardinagem.



A chama oriunda de seu sexo a deixa descontrolada, invoca sua querência de ser tocada. Não quer ser amada; Quer ser pegada, penetrada, arrastada, entortada, chupada, arremessada, devastada, invadida, deflorada. Não pensa em outra coisa  a não ser em reencontrar seu macho que tão e somente consegue fazê-la sentir-se devorada.



As cantadinhas baratas, os comentários obscenos, os assobios, os olhares  indiscretos, faz seu sexo arder de desejo, não demonstra no momento, mas se acaba no chuveiro quando lembra desde o porteiro ao arquiteto. Quando na frente do seu homem, insinuosa deixa-o sentir o seu líquido que escorre entre as pernas, força sua cabeça para que à chupe sem pressa.



A necessidade dela vai além de ser desejada. Não quer que estranhos percebam que se assanha, sedenta por "vara". No fundo seria interessante se pudesse transmitir isso vez ou outra;



Sussurra:

"- Há... O pai da Angélica, o irmão da Samantha, o esposo da Renata ou talvez o sogro daquela tatuada da rua 9... Ah, lembrei! Marta, minha boceta pisca quando lembro o que me contara sua empregada..."


Em fim, por vezes, se sente depravada. Onde é que já se viu, uma mulher no apogeu de seus quarenta não controlar sua mente devassa, mesmo após diversos se lambuzarem entre suas pernas arreganhadas/ensopada. Morde o canto da boca quando presencia veias saltadas em homens avulsos na rua, se sente nua, porque não consegue disfarçar a cara de tarada quando pulsa sua vulva. Vai a loucura ao imaginar mãos grandes batendo em sua bunda, tem que arder para que tenha de olhar para trás e pedir: que faça, mas faça com brandura. Em meios a choramingos e mordidas no travesseiro, pede mais força enquanto agarra o lençol entre os dedos.



Em tempos atrás iria ser tratada como a 'Geni do Zepelim Prateado', porém,  ela se destaca por saber fazer tudo na intimidade de um quarto. Sabe quando e onde escolher alguém que a possa preenchê-la, fazê-la sentir-se "trêbeda", sabe bem qual o homem capaz de fazê-la. E mesmo hoje, Era do silício, após inúmeros parceiros carnais, com um único objetivo, sem preocupar-se com compromissos, acorda primeiro e sai de fininho na madrugada, sem deixar números, recados, endereços. Somente homens confusos, estupefatos por ter sido lesados, caídos em seus costumeiros absurdos.



Quando a criei não lembro de tê-la dado doses extras de desejo, ela me surpreende com  tanto ensejo. Criei desde aquela singular criatura que dias e noites (como forma de castigo) açoita  almas de extintas pessoas que não souberam desfrutar-se da dádiva que lhes foram dadas - morreram sem ser arrebatadas pelo tão e formoso ego, o fogo que reprimiram em vida hoje as queimam o entorno. Também feita por mim, está a quarentona que acabo de apresentar seus feitos. Erroneamente pensam que eu a repreenderia, ela está certa de gozar da vida com tanta alegria, luxuria é um presente de quando ela era divina, minha eterna e desejosa Lilith, minha rainha noturna, o que vocês chamam de safada eu chamo de amante. Só fez o que fez porque eu não estava entre vocês, mortais suplicantes.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Você, Eu & Nós


Há fissuras incorrigíveis que não nos atrevemos a questionar. Somente com tais inconformidades você se torna inteiro. Incompleto, imperfeito, com defeito. E é através dessa percepção que consigo contemplar o seu segundo eu, no anseio de um dia poder me deliciar com o terceiro, o verdadeiro.

Se não estiver sob uma iluminação perfeita, não basta ser bonito. A sua retina tem que ser capaz de capturar o reflexo da beleza. Aí sim você, por enquanto, será capaz de admirar a luz e terá que se esforçar para enxergar o verdadeiro dono da beleza.

Tudo que quero, é lhe mostrar que estou como um espelho a te esperar, e ficar feliz quando te mostrar. Na ira dos que passaram te deixarei enxergar, o meu lado que ninguém pode apanhar. Se fossemos perfeitos, nossa beleza não quereria um complemento, um alento, para apartar nosso tesão desse tormento.

Vejo-te como um verme. Rasteijando entre minhas frestas, completando minhas juntas e nessa conjectura almejando a plenitude, um lugar sem ataduras. Quando me encontrar, te preencho com meus segredos, trejeitos, desejos. Um verdadeiro afago a essa esdrúxula descompostura.

Se permitir, irei te inundar. Sei que não sabe nadar, mas irei te impulsionar até que sua alma transpasse a superfície, e juntos emergiremos, e nessa noite escura poderemos observar o eclipse se desfazendo. O ápice de nossa essência o Universo poderá se embebedar, se saciar, nos invejar. 

Porque nossas fissuras se encaixam. Nos encaixam. E como uma enxurrada, nos arrastam. Chocamos um contra o outro, corpo com corpo, e só irei parar quando me mostrar seu pescoço, o outro lado, o que ainda não deixei roxo.

Há fissuras incorrigíveis que não nos atrevemos a questionar. Somente com tais inconformidades me tornarei inteiro. Incompleto, imperfeito, com defeito. E é através dessa percepção que conseguirá contemplar o meu segundo eu, no anseio de um dia poder se deliciar com o terceiro, o verdadeiro.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Take me back

I cautght you staring me, following my pain in this dawn. As the first time, I thought you wasn't dangerous... Damn it! For godsake, I'm bloody ashamed about myself. I was not capable to see the darkness inside your false bright.

Your life was worthless, you made me homeless, take away the bit of peace that I hardly made.Your mind was closed like a little tiny box, you tried trapped me like your wanted little toys. I don't know what I saw beyond your fucking noises. I should've been crazy in my olds.

Brown hair. Lost eyes. little feet. smoth voice. I don't know what I saw, now I'm sure that wasn't you. That shyning girl could not ruin my life like that, It was not even rainning.Your egoism don't let me get my 30s.

If I could I'd come back and forgot to call you a second time... Damn it! Pal, I didn't know you were so patheric. Tell me, what crossed your mind, an once upon a time? 
- Deep inside you knew she would ruin your no wanted life.

Just when I thought my life would make any sense you came with that fuck nosense. You were a liar, made me feel special to fuck with and with me. That song never made more sense, everything I wish is: taking back to the night we met.

Só sobreviver

Existe um tipo de cansaço que não se explica. Não é o cansaço do corpo depois de um dia longo, nem o sono acumulado de noites mal dormidas. ...