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terça-feira, 1 de junho de 2021

Três atos

Assim como meu humor constantemente oscila entre a euforia e a melancolia (em suas extremidades) minha mente segue os mesmos passos, porém do futuro ao passado - como um pêndulo, nunca volta com cem por cento de precisão.


Me pergunto se existe um ponto central nesses espectros. Lugar onde esteja em equilíbrio, não mais nas pontas das espirais. Sera?


Tão pouco aprecio um espaço contemplativo. Talvez o maior paradoxo de todos seja ser como a ideia de um Deus (deve ser horrível ser Ele), fora e dentro "oniscientemente", apenas passivo a tudo. E sozinho. 


...


Cá estou, outra vez divagando/intrigado com o conceito de perfeição.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Tentando Filosofar - Parte 02

 A necessidade de escrever, a inspiração e o interlocutor sempre se confrontam. Reflexões, conclusões e a desconstrução de paradigmas são comuns aos Sapiens Sapiens. Tempo vergonhoso ou talvez preocupante para admitir minha participação e contribuição à espécie. Basta observar o rumo de nossas conquistas e avanços, equiparados aos  desacertos e regressos que experiências a cada ano, daí tentar calcular os numerosos benefícios ou danos para gente enquanto espécie. Há otimistas, em suas linhas positivistas, que encontrarão incontáveis motivos para continuar... Embora reconheça e semeie que devemos adotar meios "já conhecidos" e menos nocivos a natureza e a nós mesmos. No entanto, detestam a ideia de um Cosmos sem humanos e acredita que ainda podemos tomar jeito. Na outra ponta do espectro, pessimistas, onde o caos evidente está sempre em foco. O ser humano é a raiz de todo o mal existente, e suas pouquíssimas boas ações ou estão nas costas de outras horrendas, ou tem enrustido um mal por vir. Avanços e conquistas? Meros frutos do ego - seja "centrismo" ou "ismo". E claro, existe o meio desta balança. Pessoas amenas, medíocres e que não tem cheiro nem cor. Preocupados com trivialidades cotidianas resolvem não perder tempo com as causas maiores, esquecem que deixar de escolher é também um ato de escolha. São pessoas sem graça, só querem levar suas vidinhas medianas. O governo só existe para estas quando interferem no futebol, carnaval e outros eventos tão fugazes quanto, ou quando é cortado (algo inadmissível) alguma esmola governamentais, restringir algum "direito", proibir algo que seja frequentemente utilizado como fuga do real. Daria para listar tantos outros, mas daí cairia na ideia relatada no romance 'Turtles All The Way Down', os porquês e origens nunca tem fins ou um fundo sólido... "O que tem debaixo do elefante? - Uma tartaruga imensa. - E essa tartaruga está em cima de quê? - Em cima do casco de outra tartaruga ainda maior..." Ou seja, tudo não passa de uma epistemologia. Desceu do ônibus agora?! Então, seja bem vindo ao século XXI, Era de narcisos, depressivos, egoístas, influencers, regidos por títulos,  inteligentinhos dentro de suas bolhas sociais, Era do cancelamento e seus discursos: "Cancela! Cancela! Cancela! Mas só do outro lado hein time. Cuidado! Se escondam bem, não os deixe enxergar nosso telhado de vidro." Tempo em que a distribuição de cotas no âmbito social é o discurso de elitistas burgueses para serem cool, ou quando a frase "eu tenho um amigo preto" os transformam em humanos politicamente corretos arrotando e cagando regras. O antropocentrismo ainda é o ápice de nossa crença, só não dá para afirmar que seja algo benéfico, ao menos antes tínhamos as divindades para tirar o peso do nosso preconceito do colo. Podíamos ser mais sinceros, a culpa não era nossa... Os deuses sabiam dos porquês das coisas. O amiguinho (a) gosta de alguém do mesmo sexo? Se identifica e se adorna de acessórios e trejeitos que até então era usado somente pelos sexo biológico oposto? Tem hoje a liberdade de escolher seu gênero? A mulher ganhou notoriedade aqui e superioridade acolá diante a sociedade?  Está ganhando espaço e voz? A mulher negra passou a militar mais para que o holofote também a ilumine? Já se perguntou o porquê dessa luta diária contra as supremacias, tantas outras perguntas? É o curso da história meu amigo (a), estamos na Era da Informação e só não apreende, conscientiza e se desconstrói todos os dias quem não quer. É a história sendo escrita, você pode fazer parte ou existir como um mero número na estatística.  Inacreditável é que a maioria não quer, é preferível se entorpecer com qualquer merda do que despertar sua consciência, em todos sentidos da palavra. Mas se for para existir às custas dos outros, de características alheias, então se abstenha e nos poupe seus pré-conceitos estereotipados. Sempre me senti enfurecido por perceber a matrix em que vivemos. Ter ciência que estamos alienados e condicionados, coisa que nos fazem produzir comportamentos contraditórios à nossa essência, como o simples fato de procurarmos por entretenimento o tempo todo, ou nos entulhar de tarefas. Até então entendia isso como uma forma de fugir de nossa insignificância e do vazio que compartilhamos, e você como meu leitor conseguirá lembrar de várias vezes em que bradei aos quatro cantos (puto) por parecer estar sozinho ou entre poucos que conseguem enxergar e admitir tal fato. Porém hoje, através de um TV show e estudos a uma linha filosófica relacionada, deveras interessante, consegui entender do que de fato escondemos e gostaria de compartilhar e dialogar contigo, se tiver interesse. Estamos sempre nos ocupando, nos posicionando e nos transformando ao longo da vida, mudando de ideias, tentando desconstruir os dogmas e paradigmas que nos foram impressos até nossa fase de entendimento e com um único intuito que é nos distanciarmos do fato que tudo em nosso mundo surge e desaparece, o que inclui também os humanos. Tentamos tirar da cabeça, a todo instante que iremos morrer, assim como nossos entes queridos, além de todo o resto existente hoje, logo não estarão mais aqui. Teríamos de passar toda nossa infância, nosso período de absolvição, junto aos Estoicos ou Nietzsche e seus ensinamentos sobre o 'amor fati' para que fosse algo diferente disso. Digo, para que aprendêssemos a conviver, pois não há conhecimento, religião, filosofia, ideologia no mundo que mudará o fato que estamos fadados a perecer e cair nos esquecimento. E se analisarmos a métrica de nossa existência iremos, a contra gosto, perceber que cada um de nós somos como as estrelas: nascemos e morremos, e por mais intenso que tenha sido esse período, foi breve, um sopro, comparado a escala do tempo. Outra similaridade é que a maioria de nós só teremos nosso brilho contemplado após não mais existirmos, essa que talvez seja a única forma de protelar por mais alguns débeis anos a tua luz.  O que nos leva a conclusão que precisamos ser mais realistas. Procurar enxergar nossa condição diante a realidade e aprender todos os dias a encarar a vida como ela é. Meu conselho é medite e aceite, se aceite, como parte do Universo infinito rumo ao abismo do nada. Pois o destino está logo ali: escuro, gelado e vazio. Faça esse exercício, seja sincero consigo, pode ser que te ajude a conseguir uma conexão com seu presente. Creio que era o que os propagandistas do termo 'Carpe Diem' queriam dizer quando lhe diziam que você só tem o agora, que só isso é o que existe e importa. A contemporaneidade e o valor pop do termo foi distorcido, e aquelas pessoas mornas o tendo destoado adotam para argumentar e explicar o porquê de terem hábitos tão fúteis.  Um jeito indecente de permear sua ignorância, ou covardia por não ser capaz de enfrentar a realidade nua e crua. Digo isso açoitando as minhas próprias costas, recordando de um passado recente. Não tenho vergonha alguma, afinal me contradigo porque sou vasto.

sábado, 20 de junho de 2020

Ensaio sobre o vírus do século

Uma noite dessas eu tive um sonho. Imaginem. Permita que eu te guie através dele, o sonho é meu, então me sinta. É desesperador, eu sei! Mas isso é o que grita aqui dentro de mim neste momento...
Imagine o mundo com um problema insolúvel! Imaginou? Pois bem, então vem comigo;

 Este mundo tem diversos países, cada qual com suas respectivas jurisdições. Tratados estabelecidos com os países vizinhos. Civilizações únicas em cada país. Um "mix" de cultura e tradições em cada qual, que foram surgindo com o desenrolar dos milênios. Os seres que habitam ali, foram evoluindo assim como à cultura, política, comunicação, tecnologias, ciência, tradições, filosofias e etc...

Em um dado momento surge um problema insolúvel. A moeda de troca deles (equivalente ao nosso dinheiro) acarreta em uma série de problemas em diversos graus e esferas, o quê afeta incisivamente à vida daqueles seres coletivamente. O ecossistema daquele planeta começa a ter um desequilíbrio notório (não dá mais para esconder o fato). Não há "dinheiro o suficiente" para todos (e não me refiro a "classes sociais", isso é outro assunto) a questão é parecida com a que o Brasil sofre no século XXI com seus problemas previdenciários.

Há deficiência política em todo esse planeta, cada qual com suas particularidades, mas todos em torno do "dinheiro". De uma forma ou de outra, os problemas se remetiam ao tal "dinheiro". Você deve estar se perguntando... Uai, então... Por que não extinguir/acabar com essa tal moeda de troca? E sinto em lhes informar que, essa moeda de troca deles é tão importante como a nossa, por isso está fora de cogitação.

Recordem que mencionei o avanço da ciência! Dentro da sua vasta ramificação encontramos algo similar a nossa biologia. Dentro da biologia encontramos algo similar a nossa biomedicina. Dentro da biomedicina à farmacologia. E onde há ciência, há laboratórios.
Tu deve estar pensando: está bem, já entendi que o mundo é parecido com o que vivemos; e o que tem tudo isso a ver com teu sonho? E já lhe explico!

Os avanços não deixam de acontecer. Foi estabelecido à paz na maior parte desse mundo. Perceberam, igualmente aos humanos, que não valia à pena às guerras, passando a resolver tudo no diálogo e acordos. Mas o "elefante rosa" estava lá! Como solucionar o mal necessário? Mencionei que os human... OPS! Os seres estavam em ascensão? Pois bem... Como toda espécie em evolução, uma hora se dá à "inflação populacional" e naquele planeta não foi diferente. E todo o esférico estava ficando lotado de tais seres.

Eis que surge um herói!
O quê? ...Ahh para! Todo mundo gosta de heróis... Só escuta tá?! O sonho é meu afinal. Em um dos países surge o tal heroi. Seu super poder? Uma inteligência aguçada... E ele como um bom inteligente, conforme o script, é um cientista que resolve corrigir boa parte do erro com uma invenção ultra-revolucionária. No entanto, tinha que ser feito em segredo pois violava alguns códigos, acordos e tratados já estabelecidos.
Este percebeu que não era só à espécie que estava crescendo exponencialmente, mas também o número de seres mais antigos. E resoluto entrou em seu laboratório, com o intuito de só sair de lá quando solucionasse aqueles problemas.

Moeda de troca, um mal necessário. Problemas climáticos do globo.
Espécie em ascensão.
Antigos causando problemas previdenciários.
Ciência evoluindo desenfreadamente.
Outros inúmeros problemas...
Informação na velocidade da luz...
Eeeeee puft!
Daí alguém acendeu a luz do meu quarto e eu acordei. Foi confuso, eu sei, porém achei um tanto quanto bizarro e queria tua opinião a respeito.

Porque em uma noite dessas eu tive um sonho. Imaginem. Permita que eu te guie através dele, o sonho é meu, então me sinta. É desesperador, eu sei! Mas isso é o que grita aqui dentro de mim neste momento...
Imagine o mundo com um problema insolúvel! Imaginou? Pois bem, então vem comigo.

sábado, 1 de abril de 2017

Entre o nada e o vazio

    Invejo-me daqueles que tem certeza do que dizem. Esses se firmam em algo, tem crenças, dogmas, e esse pragmatismo já lhes bastam como base para todo o resto. Em contrapartida, não ouso ter convicções. "Piso em ovos" no percurso de minhas palavras, infelizmente não tenho como impermear a interpretação alheia, por vezes me julgam como ofensivo. 

    Já proferir palavras semelhantes a estocadas de faca de dois gumes. Você a de convir comigo que, é necessário o açoite. Tolos! Existem suplicando tais ações. Não canso de me perguntar, nesse mundo repleto por questões, e me surpreendo com a quantidade de conformistas que se embriagam somente com o que lhes chega. Limitadas informações.

     É espantosa, a força que a história tem. Somos influenciados por tempos vividos, por hoje cadáveres, sem que sequer haja um sobrevivente de tais ocasiões. Não coloco em pauta a veracidade das informações, de certo, há empirismo na maioria dos eventos relatados em livros, enciclopédias, e hoje à internet. Do contrário, as informações não se sustentariam até então. 

   Arrisco dizer que um intelectual, somente o é, após parar de seguir cegamente informações de antepassados. Além de Deus e seus seguidores, quem lhes disse que não se podes questionar tudo? É irracional. Não quero subestimar sua inteligência, e sigo adiante. Não existe verdade absoluta! É horrível se sentir um cisco na imensidão desse universo, eu sei e concordo, mas algo que traspassa tal horror é se sentir importante, e fazer com que os outros o faça, visto sua insignificância.

     Costumo dizer que, o homem é um eterno insatisfeito. Como "a sepultura; a madre estéril; a terra que não se farta de água; e o fogo; nunca dizem basta". Creio que Salomão (sim, o rei), conseguiu expressar-se bem ao dizer tal trecho no livro de Provérbios. Essa insatisfação não passa da vã tentativa de tapar a fissura que há em si. 

      Isso tudo é valido para os amantes do saber. Como disse Clarice Lispector: "Afinal, ser feliz para quê?", o mesmo vale ao saber, afinal saber para quê? Qual é o proposito de adquirir conhecimento nesse mundo, onde tudo é vão? E devido a essa ingratidão que ouso, mais uma vez, dizer que a existência humana - à vida - é triste! No fim, não passamos de seres amedrontados, que se firmam em dizeres antigos para dar continuidade a essa raça, que inevitavelmente, se arrasta ao esquecimento.

    É... Certezas não temos, nem mesmo se de fato existimos, ou somos apenas personagens de qualquer ficção, na mente doentia de algum ser. No entanto, contradigo a parte das informações, história e o saber. Peço que em quanto consciente de si, adquira sim, alguns atributos memoráveis de nossa espécie. Só não seja tão fiel à eles, a ponto de não evoluir. Pois, toda informação acessível, com uma ousada ambição de se tornar conhecimento, é inútil. "O homem só aprende a morte e o silêncio"- Antônio Abujamra.

domingo, 20 de novembro de 2016

DEUS SEGUNDO ESPINOZA

As palavras abaixo são de Baruch Espinoza - nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. 
        
Reflita...



"Pára de ficar rezando e batendo no peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti. Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro! 
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho? Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso? Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é a única que há aqui e agora, e a única que precisas. 
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno. Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho: viva como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. 
Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tenha certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. 
Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. 
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar. 
Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato?Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar. 
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. 
Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro, aí é que estou, batendo em ti."

domingo, 27 de dezembro de 2015

Tentando filosofar



     A lentidão causada pela pílula me traz pensamentos calmos, porém minuciosamente complexos.
Quando começamos a questionar "os grandes porquês da humanidade" este pensar desencadeia uma série de consequências! As mais notáveis são: o conformismo, deixar de questionar pela escassez de respostas mesmo que na era da informação estejamos, ou a insanidade, momentos onde a falta de resposta que afetam nosso emocional acarretando uma série de problemas físicos e psíquicos.
    Neste vasto universo que possuímos, ouso dizer que a sua infinitividade seja maior que o universo no qual habitamos. A minha sina pela psicologia se desperta aí! Se observarmos os outros humanos no dia a dia contemplamos os mais diversos comportamentos, sendo que os cérebro são iguais. Já havia se questionado sobre isso? As facilidade em que alguns tem em áreas especificas já ilustra um pouco dos meus dizeres. Como se pode haver tantas diferenças onde a fórmula é a mesma? Fugindo do sobrenatural fico a pensar e pesquisar tais causas.
    O simples fato de minhas escritas já me despertam inúmeros questionamentos sobre este ato. Não basta ficar perdido diante tanto conformismo, quero transmiti-lo ao próximo! Sabe o porque? Pelo simples fato de, respeitando o pragmatismo, sermos dependentes do achismo e aprovações alheias. Não importa o quão chula seja a sua tese... Afinal quem não almeja o reconhecimento pelo seu trabalho?
    Em um olhar filosófico isso expõe a insignificância que nos cerca para continuar "vivendo". O que eu rabisco entre linhas pode parecer depressivo, triste, vazio (dependendo do ponto de vista), e amargo como muitos devem me imaginar. Devo enfrentar tais afrontas e dizer-lhes que estou apenas pisando e regogitando na mais pura realidade, sem maquiagem, sem tapar os olhos com a viseira do entretenimento. Este, que ao meu ver (lamento dizer) é a única coisa que de fato existe no século XXI.
     Será que a realidade nua e crua é vazia? Por isso "precisamos" de tanto entretenimento para desfocar o realismo e a arte para nos acalmar (apesar de ser algo esplêndido), também é uma forma de nos entreter. Não estou de forma alguma afugentando a arte, pois sem ela não creio que a humanidade chegaria a onde chegou, sua influência foi e é grandiosa! Contradizendo todo o texto, existe sim uma evolução! O que quero salientar é a especie de limbo em que aparentamos ter caído. A arte e sua influência já mencionada é quase palpável e necessária, mesmo que ilusória através da ótica cética na qual apresento. Somente eu enxergo de tal maneira? Não creio! Em meio a sete bilhões de homo sapiens sapiens.
    

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O observar desperta o pensar

      Centenas de homo-sapiens estão ao redor, alguns calados outros em burburinhos nos quais não se da para compreender. Diversas formas e tamanhos. É quase palpável os pensamentos alheios se cruzando pelo ar. Uma loira chata a minha esquerda desviando a minha atenção, tentando me tirar de meu êxtase. Esta epifania na qual eu amo estar.
     Pessoas que talvez nunca mais irei vê-las na vida, mas que fazem parte dela. Estranho e complexo, né!? Algumas fisionomias me despertam lembranças abstratas de um passado (talvez). Conversas aleatórias me fazem perder no ar. As vezes me permito! Mas logo volto a me encontrar, apesar da realidade que nos deixa a desejar.
   Escritas desordenadas saem no papel como se acostumadas fossem. Talvez ninguém entenda o que eu desejo transmitir, mas pouco me importa, escrevo para mim! A compreensão alheia é um privilégio deles...
     É nestes momentos de calmaria que tento me expressar, mesmo que seja apenas para desabafar ou limpa um pouco a mente. Pelo turbilhão de pensamentos que invadem o meu cérebro, é necessário vomitar um pouco destas nuvens falatórias.
     Amor: palavra e sentimento que nos surpreendem a cada instante. Atos que eu não cometeria me fazem refletir  no agir do outro guiado por essa emoção tão pouco explicada mas de fato sentida.
     Ao passar do tempo as pessoas no ambiente mudam. E eu no papel de observador parado a pensar percebo o recinto esvaziar e a solidão chegar novamente e deixo de  pensar no amor. Apesar de ter você que não me deixa exatamente só, não importando o tempo...
     Escritas sem sentido? Estou apenas plagiando a vida, em sua companhia. E jorrando o que me inunda sem motivo. Vou me retirar também deste lugar! Pois devo ir e lhe deixar a imaginar... Textos sem fim são fascinantes pois você o escreve comigo, "sem estar ao meu lado".

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Mundos

Eu não estou conseguindo discernir qual é a realidade. É uma sensação estranha! Estou perdido em meus pensamentos, já não sei quais são as especulações, e o que de  fato acontece. Pode parecer meio vago, mas vou tentar te explicar o que se passa: suponhamos que haja dois mundos ( dois para simplificar e facilitar a compreensão de vocês, pois se prestarmos atenção a nossa volta, podemos perceber diversos), como podemos ter certeza em qual vivemos ? Como saber se tudo isso a minha volta é real? Devemos acreditar, mais uma vez cegamente, que este mundo de fato existe, apenas porquê aprendemos assim?


Para dar inicio ao que eu quero dizer, há um filme, bem interessante, que pode te ajudar a  acompanhar minha linha de raciocínio: Matrix - creio que a maioria já assistiu ou ouviu falar. Talvez, com a ideia que os irmãos Wachowski tetam nos passar nesta ficção científica do fim da década de 90, você consiga entender (ou não) o que eu quero dizer com "mundos". Algo que também podemos tirar como "base", são nossos sonhos. Enfim, como podemos saber se estamos "acordados" sendo que este mundo em que estamos, pode perfeitamente ser um sonho, ou uma experiencia que não deu certo, ou o início de uma, ou até mesmo um jogo (neste caso, quando digo jogo, tenhamos a ideia de um video game mesmo), consegue me entender ?



Agora que você já provou um pouquinho dos assuntos conturbados que passam em minha mente, podemos seguir adiante. Vou pegar um livro, O leitor, quando inicia uma leitura, desperta o mundo que esta em suas mãos. E uma coisa engraçada, é que mesmo que os autores dos livros não se "conheçam", de maneira alguma, parece que todos os livros estão ligados, acontece isso com você também ? Assim como a gente no universo: somos como teias de aranhas, já sabemos que tudo tem causa e reação, devido a este fato. Parece que no mundo dos livros também funciona assim. O que de fato me intriga (mais uma vez, deixo claro que é apenas um exemplo, e o que estamos tratando aqui é a forma em que eu estou pensando ultimamente), é a ausência de algo (ou alguém) que possa afirmar que o mundo em que nós vivemos é verdadeiro, enquanto o mundo em cada livro é "falso", usando aqui os livros de fantasias, para ilustrar a magnitude dessa "verdade".



Nós não sabemos qual é a verdade, qual mundo é o certo... Tudo é só duvida! É até difícil colocar exclamação no fim de uma frase. Talvez, este seja o motivo no qual algumas pessoas gostam de chamar esta pontuação de "ponto de admiração". Parando para pensar, é admirável ou cômico, o absolutismo que nos cerca. Você consegue entender ? Você ao menos consegue me ouvir ? Eu estou gritando, mas você nem se mexe, não me parecer que esta ouvindo... Será que estamos no mesmo mundo ?



Existe outro alguém que se encontre na mesma situação ? Se tiver me procure, me ache, me diga, não me deixe sozinho. Eu estou enlouquecendo... E parecer que estou só, agrava a meu estado. Se eu não estiver só, então você sabe que isto não é verdade, e mesmo assim vai me deixar afundar  na "insanidade"?Você pode pensar que isso é verdade, e tudo isso, rola mesmo dentro da minha cabeça: e o motivo por detrás destes pensamentos, é que eu estou ficando doido, ou algo que o valha. Mas tenho quase certeza, que você irá achar mais viável fingir que esta tudo bem e voltar para o "seu" mundo. Ou devemos chamar de realidade fictícia  ?

Banalidade comparar

Em um chão gelado a pele fria pelo contato, minha mente outra vez cheio de audácia e perversidade, imagina sua roupa espalhada pelo quarto. Cama bagunçada (um pouco molhada de suor), sua pele macia ( um pouco rígida, efeito do vento que invade pela janela, deixando-a arrepiada), seu belo cabelo sem um lugar certo (pois juntamente com o corpo percorreu a casa inteira), olhos fechados (acompanhando a boca com uma certa serenidade, sem perder a sensualidade). E minha mente não satisfeita, quer ir além, e agora eu tenho uma visão mais próxima de você. Percebo algumas marcas vermelhas pelo teu corpo, com certeza não me contive, e mordidas, tapas e algumas pegadas mais fortes, foram necessárias para saciar nossa vontade.


Desperto de meus pesamentos e deixo a realidade tomar conta. Continuo deitado nessa cerâmica gelada. Olho para cima tentando enxergar o céu (a única coisa tão lindo e sereno após um vendaval, e que tem o cinismo de se mostrar brando depois de destroçar uma casa), mas não havia céu algum. "Porra! Estou dentro de casa, no escuro, deitado neste chão frio e querendo enxergar o céu ? Estou "viajando" só pode..." Disse no momento em que me colocava de pé. Ainda atordoado com a maneira esplêndida em que meu cérebro te projetou dormindo completamente nua em minha cama, saio cambaleando a procura do "meu céu" (este que não há espaço a ser preenchido com estrelas, pois as mesmas não caem), e ao sair na varanda me deparo com apenas nuvens, sem ao menos uma estrela para embelezar aquele cinza filho da puta.



Em questão de segundos, me lembro de outra coisa que consegue me dar a mesma sensação do que admirar o céu em um "dia bom". Deixando para traz aquelas nuvens que insistem em tornar tudo uniforme e esconder uma beleza surreal, adentro rapidamente e vou em direção ao meu computador. Após alguns clicks de mouse, aquela linda sinfonia invadia meu quarto. Parecia que dançavam em cada fresta das paredes, quase podia sentir a presença do próprio Beethoven ali. E então percebo que foi em vão. Nem mesmo ela (sinfonia) consegue provocar em meu corpo o mesmo ou similar "frenesi" de quando apenas penso em você.



Logo deixo à você a missão de trazer a tona uma sensação que nem mesmo o cérebro humano consegue imaginar (apesar de senti-la), e volto a deitar - agora em meu leito- para me afundar em meus pensamentos. E antes de deixar você rouba-lo por completo, me pego pensado que nem mesmo o céu com toda a sua magnitude conseguiu manifestar diante dos meus olhos, quiçá a 5 sinfonia de Beethoven com sua desenvoltura conseguira. Mas você, meu bem, consegue me causar tal efeito! Na realidade, tudo que foi dito aqui, comparado ao fato de imaginar sua boca e teu corpo junto ao meu, se tornam apenas mais uma trivialidade da vida, que devo esquecer quando minha boca de fato encontrar a tua.

Depressivos Enrustidos

  É complicado explicar para as pessoas o que se passa internamente. A palavra caos, descreve um pouco do meu estado mental. Tento expressar essa agonia para os que estão ao meu redor, porém não importar em que idioma eu diga, ninguém compreende...Talvez, se compreendessem poderiam me dizer o quê eu preciso fazer para emergir neste oceano de conflitos internos.
  Dependendo do ponto de vista, talvez, poderia ser que eu esteja me desmascarando e mostrando para os demais um pouco do meu egoísmo, já quê penso que meus conflitos são mais importantes -porque não- maiores do quê os monstros que assolam meus companheiros de jornada. Pois somente com um motivo à altura eu teria capacidade para gritar meus dissabores com a vida para um bando de depressivos enrustidos.
  Desculpe se eu feri o seu ego. Ou ao menos, lhe tirei de sua zona de conforto... Esse mundinho que você encontrou para dar vazão a sua covardia.
  Descobrir com o 'Vendedor de Sonhos' de Augustinho que: a vida é uma repetição de virgulas. Porém devo salientar que essa virgula seria mais bem empregada se um motivo concreto existisse. Junto com essa nossa existência insignificante.
  E eu estarei aqui me apegando ao escrever (mesmo que porcamente) e as músicas, itens que estão me saindo melhor que os livros de auto-ajuda. Onde o autor só quer expressar sua opinião para problemas ilusórios de terceiros. Livros esses que dizem, repetem e gritam, mas não dizem nada. Somente fogem da realidade... Afinal, para quê ficar triste se a vida para os verdadeiros é exatamente isso: fuga da realidade, fingindo ainda possuírem sanidade. 

Lago verde

O sacolejar das pequenas ondas que surgem, influencia deste mini eco-sistema criado. Os peixes nadam de forma desordenada, como se não tivessem explorado cada canto deste lago. Aquela pequena carpa-dourada, hoje não se intimida com as demais, pois já se tornou parte da família. A quantidade de musgo que foi surgindo nas pedras, que ao ver dos peixes (imagino), parecem rochas onde eles podem diminuir ou aumentar o efeito das quedas d’águas.     Tudo é questão de pondo de vista! Para mim, ser que se encontra fora da água, é algo magnífico. Porém, se fosse eu um dos peixes a nadar, odiaria essa limitação impostar por um reles mortal.  Ainda bem, creio eu, que eles não têm consciência de sua existência, são simples exploradores que em cerca de duas horas já esqueceram o caminho que percorreram.     Agora, eis que surge a dúvida. Será que nós temos, de fato, total consciência de nossa existência? Como os peixes, poderíamos ser apenas mais uma massa de manobra de seres superiores, onde o nosso “vasto” eco-sistema -na visão deles- é algo semelhante ao lago no qual observo. Seria muita “viagem” de minha parte? Creio que não. Nós humanos temos convicções/pressupostos que gostamos de carregar e agarrar ao longo da vida, porque não séculos. O fato é que não sabemos qual é a nossa real posição no cosmo. Temos em vista que tudo se tem ligação e possuímos teorias que comprovam isto! Porém ousar dizer que somos seres independentes seria muita presunção.     Após mais uma reflexão (talvez banal), sou obrigado a retornar a “realidade” melhor dizendo: para o tempo linear. Lugar este de muito verde, barulho de água e calor humano. E poder presenciar algo tão esplêndido que o homem pode criar, me trás o sentimento de gratidão neste fim de tarde. Sinto em dizer que tenho pena dos peixes e de vocês, por vocês não poderem se deliciar com o meu ponto de vista.

Só sobreviver

Existe um tipo de cansaço que não se explica. Não é o cansaço do corpo depois de um dia longo, nem o sono acumulado de noites mal dormidas. ...