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sexta-feira, 14 de julho de 2017

O fim

É... A gente sempre acha que teremos tempo. Achamos que teremos mais tempo com as pessoas. Por isso, não damos a mínima para reparar danos que as causamos. Estamos sempre achando que haverá um momento seguinte, para que possamos nos redimir - tolice!

Se estou naquela sua listinha mental. Isso, aquela em que é dedicada a pessoas com quem você falhou. Uma espécie de "lista do perdão". Sinto em lhe informar (na realidade sinto porra nenhuma), que o tempo que lhe restava para isso, acaba de espirar.

Não precisa se aborrecer com isso. Nada mais importa. Na verdade nunca é realmente importante, nós é que nos fadigamos dando importância uns aos outros. Vou te contar o final desse drama, todos morrem. E a morte trás consigo o esquecimento. 

No enterro, peço que não chegues a beirada do caixão, quiçá da cova, e force choro, para não parecer cruel com os familiares. Vai por mim, eles sequer estarão ali, os corpos talvez, mas nada além disso. O cerne daqueles presentes, estarão vagando tentando encontrar sentido para o que acontecera.

E quer saber à verdade? Não creio que terá tanta gente assim, esse tipo de velório não costumam lotar. A presença do finado é quase que palpável no ar. Pairando sobre todos, tentando, através daquele ultimo ato, se expressar a derradeira vez.

As pessoas tendem a se esquivar de sentir tanta verdade na cara. A depressão que se sente, é esmagadora. Porém, é melhor que a sintam nesse dia, do que me verem arrastar sob seu peso. Imagino que seria danoso para todo impotentes de ajudar. Felizmente está tudo acabado.

Não vos escrevo isso para que saibam os motivos que me levaram a fazer, se quer encontrar essa resposta, é por sua conta e risco. Duvido que seu fim será muito diferente desse que desce nas cordas. Mas se mesmo assim quer encontra-los, reprise nossas últimas conversas. Meus dizeres foram sinceros referente à vida.

Agora, com meus últimos lampejos, não gaste seu tempo com essa droga de enterro. Faça-lhe esse favor. Não fará diferença alguma nos seus últimos dias de existência. Será como qualquer outro que já fora, a diferença será que deitei por vontade própria. Só passe por cima disso e siga em frente! É o melhor a se fazer.

Peço que avise os que tentarem entrar em contato comigo. Explique-os que os supostos compromissos que tínhamos, serão impossíveis de serem honrados doravante. Enfim, acho que é só o que tenho a dizer. Um abraço sincero para os que precisam de minhas despedidas.

PS: Mais explicações, leiam o terceiro capitulo de Jó.





sábado, 1 de abril de 2017

Entre o nada e o vazio

    Invejo-me daqueles que tem certeza do que dizem. Esses se firmam em algo, tem crenças, dogmas, e esse pragmatismo já lhes bastam como base para todo o resto. Em contrapartida, não ouso ter convicções. "Piso em ovos" no percurso de minhas palavras, infelizmente não tenho como impermear a interpretação alheia, por vezes me julgam como ofensivo. 

    Já proferir palavras semelhantes a estocadas de faca de dois gumes. Você a de convir comigo que, é necessário o açoite. Tolos! Existem suplicando tais ações. Não canso de me perguntar, nesse mundo repleto por questões, e me surpreendo com a quantidade de conformistas que se embriagam somente com o que lhes chega. Limitadas informações.

     É espantosa, a força que a história tem. Somos influenciados por tempos vividos, por hoje cadáveres, sem que sequer haja um sobrevivente de tais ocasiões. Não coloco em pauta a veracidade das informações, de certo, há empirismo na maioria dos eventos relatados em livros, enciclopédias, e hoje à internet. Do contrário, as informações não se sustentariam até então. 

   Arrisco dizer que um intelectual, somente o é, após parar de seguir cegamente informações de antepassados. Além de Deus e seus seguidores, quem lhes disse que não se podes questionar tudo? É irracional. Não quero subestimar sua inteligência, e sigo adiante. Não existe verdade absoluta! É horrível se sentir um cisco na imensidão desse universo, eu sei e concordo, mas algo que traspassa tal horror é se sentir importante, e fazer com que os outros o faça, visto sua insignificância.

     Costumo dizer que, o homem é um eterno insatisfeito. Como "a sepultura; a madre estéril; a terra que não se farta de água; e o fogo; nunca dizem basta". Creio que Salomão (sim, o rei), conseguiu expressar-se bem ao dizer tal trecho no livro de Provérbios. Essa insatisfação não passa da vã tentativa de tapar a fissura que há em si. 

      Isso tudo é valido para os amantes do saber. Como disse Clarice Lispector: "Afinal, ser feliz para quê?", o mesmo vale ao saber, afinal saber para quê? Qual é o proposito de adquirir conhecimento nesse mundo, onde tudo é vão? E devido a essa ingratidão que ouso, mais uma vez, dizer que a existência humana - à vida - é triste! No fim, não passamos de seres amedrontados, que se firmam em dizeres antigos para dar continuidade a essa raça, que inevitavelmente, se arrasta ao esquecimento.

    É... Certezas não temos, nem mesmo se de fato existimos, ou somos apenas personagens de qualquer ficção, na mente doentia de algum ser. No entanto, contradigo a parte das informações, história e o saber. Peço que em quanto consciente de si, adquira sim, alguns atributos memoráveis de nossa espécie. Só não seja tão fiel à eles, a ponto de não evoluir. Pois, toda informação acessível, com uma ousada ambição de se tornar conhecimento, é inútil. "O homem só aprende a morte e o silêncio"- Antônio Abujamra.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Não passa de Eros

Sempre defendi que o maior obstáculo da vida, não é o perigo. É o tédio. Vivemos tentando nos disvencilhar desse sentimento. Você pode fingir plenitude, no entanto os realistas dos quais você tanto foge, vão jogar ao ar e te mostrar o quanto simula ser inteiro. O mal do século é oriundo desse desprazer.


A beleza profunda que vejo em suas lágrimas é o que me mantém. Vivo um dilema, onde quero continuar enxergando seus olhos e ao mesmo tempo não quero vê-lo maranhado em sua angustia. Pois, dizem que os olhos são o reflexo da alma. E se à temos, devemos mantê-las intactas.



Sei que a humanidade é triste e, infelizmente, é o que à move. Você olha como se me visse, porém não consegue de fato me enxergar, pois os seus gritos internos reduzem o efeito da sua percepção. Se pudesse me perceber, quando olha para dentro de mim, não sei se conseguiria ter próximos momentos felizes. Eu, como protagonista dessa trama, já me acostumei com essa falta de "brilho".



O Deus do tempo com sua entropia, organiza as cordas como uma menina de doze anos ao ajeitar seu quarto. Acaba perdendo o "fio da meada", e nos joga como um nada em vidas das quais não queremos viver. Seguindo a lógica, será que vivo? Incertezas que nos entristessem e nunca se imudessem. Até isso atenua a sua falta, você é o "entretenimento" que cala as vozes acumuladas.



A carência tem sua origem. Quando se é bombadeado com ausência, é lamentável a displicência acometida pela matriz. A minha impetulância vem como forma de vingança, pelos mal tratos fraternos. Até entendo, porém corroe como ferrugem, não os terem por perto. Coincidentemente a obra 'Anjos da Noite' jogou ao heyoan a verdade que o amor philos sofre em sua existência: "Talvez seja a maldição dos pais, errar com seus filhos". E primitivo como sou, busco tapar essa fissura, acoplando você, como um remédio. Para exterminar a dor.



Expresso-lhe o que sinto, faço sem maldade de obter de volta. Sinto porque quero, não quero evitar o meu querer. Te querer é o que me move nesse instante, por isso é tão triste. A reciprocidade que falta é perceptível, você tenta disfarçar, mas não tem como esconder de algo que é verdadeiro. E como não existe meias verdades, você é o oposto. Gosta de estar comigo, porém ainda pensa no próprio umbigo, me deixando a parte nesse labirinto. Incubido de trazer felicidade para um destinatário sem querência.



É notório o adeus sem empatia, a falta de vida que se deposita em mim. Eros fica cada vez mais evidente, atrávez deste desejo sem precedente. A falta é o que o alimenta, por isso me deixo levar por essa tormenta. A chuva lá fora, é o estado em que minha alma se encontra. Por mais negativo que seja, é uma forma de me alimentar, nem que seja o meu lado destrutivo, só assim chegarei a um destino.



Encontrei o meu estimulo, e temo que o perca, te perca. No fundo, sei que é inevitável o término. Pois tudo tem um final, e é necessário que se cumpra o ciclo, para não haver um cataclisma.

E te peço, me sinta. Antes que eu a use para sentir. Infelizmente, o meu tédio só é entretido dessa forma.


Mindflow em Break Me Out quase consegue descrever com suas palavras, simples e objetivas, e talvez lhe faça sentir o que habita em mim. Escute! Mas realmente o faça, não execute outro fazer na companhia dessa canção. Você sabe que meus dizeres são destinados a você, e te deixo com aquela frase clássica: "Carpe diem, quam minimum credula postero", é o que eu resolvi seguir. E é claro, sem esquecer que "memento mori".

domingo, 15 de janeiro de 2017

Devaneios, sinas e loucuras

Deserto. Incerto. Retrospecto. Sensação amena que me trás ao desespero inaudível, desse sábado opaco. Ver o sofrimento de quem realmente sofre, me faz sentir que a minha dor é frescura. Que minha amargura é sem causa. Que toda angustia alojada em meu peito é capricho. Me faz querer pegar aquela arma, colocar apenas uma munição na câmara, e ouvir o ferrolho projetar o percussor no traseiro desse projétil, ao passo que arregalo os olhos e deixo o corpo ir de encontro ao chão.


Agonia. Irritabilidade. Injuria. Sensações que me trás sua pirraça. Atina em mim uma vontade insana de te mostrar motivos para chorar. Um real motivo para sofrer. Não suporto seu choro, suas caras e bocas, e seu olhar de piedade por motivos frívolos. Me faz querer te fazer arrepiar, quando a lamina gélida e afiada da minha faca entrar em contato com sua pele sedenta.



Odeio quando te mostro algo significativo para mim, no intuito de te trazer para mais perto do meu mundo, e você simplesmente não da a importância devida. Não que seja obrigada, mas me irrita o descaso. Aguardo um comentário a respeito e recebo um silêncio, ou pior, um assunto fútil para o momento. Faz com que eu queira te levar ao alto daquele prédio, e ouvir o suspiro que soltará ao não conseguir agarrar em algo sólido, espatifando no asfalto, antes de uma linda BMW 320i deixar a marca do seu pneu em sua face.



Me corta o peito, te ver com os olhos cheio de água. Você ficaria linda chorando, se não fosse pela nuvem de tristeza nesse quarto. Parece um elefante abarrotando nosso ar, uma aflição se inicia quando você diz que está de partida. Quero tirar essa dor do seu olhar, do seu estar. Você costuma insinuar que não gosta de sofrer, e eu vou atender o seu querer. Uma honrosa e respeitosa morte, rápida e limpa.



Sexo. Fascínio. Loucura. Me trazem de volta a chama nos olhos. Quase sinto que devo existir para tal feito. Aperto seu pescoço, tapas em todo espaço saliente, mordidas em toda parte, te deixo com hematomas e um sorriso nos lábios. Em seguida, alcanço a faca na cabeceira da cama e o metal lhe deixa excitada, mas não tanto quanto a mim. E ver o fio da vida partindo e a interrogação em seus olhos é o que alimenta minha sina, quando liberto em meu cérebro a oxitocina.


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Nunca é o que parece

A incerteza paira sobre min, porém hoje me sinto estranhamente vivo. A razão desconheço de fato, mas algo mudou e gostaria que continuasse assim. Será que é por eu ter me reencontrado lendo um drama jovem-adulto? De fato, adoro esse tipo de história. Quando se trata da fase juvenil no século XXI, com os protagonistas habitantes da América do Norte ou no território Europeu, desperta em min um certo encanto! A cultura me fascina. Mas aquela incerteza ainda esta lá, tento ignorá-la para que eu possa continuar com vibrações elevadas, parece estar funcionando. Tenho medo que esse "estar vivo" consigo, traga aquela insana vontade.

 Só de pensar sinto meus instintos se aguçarem como se uma fera fosse, como se essa fera tomasse conta de min, desejando saciar sua sede. Admito que amo essa sensação, sinto que estou no controle e compreendo melhor o meu ser. O infortúnio é à legislação que trata pessoas da minha especie como bárbaros, como se nunca houvesse tido desejos semelhantes. Entretanto não executam, com receio dos fatores seguintes segundo as suas leis. Hipócritas, não admitem serem animais, mesmo que racional.

Eu praticamente invejo quem tem tanta certeza de algo. As vezes temos "certeza" que fulano é inofensivo, e creditamos confiança. Até nos depararmos com o seu verdadeiro eu, e percebemos que ele é apenas mais um animal sedento por sangue. O sangue quente entre seus dedos e sua pupila dilatada - efeito da excitocina. Como se pode ter certeza em um mundo de seres incertos? Não o culpo por querer sentir que está vivo... Uma sábia e velha senhora, uma vez proferiu os seguintes dizeres que, guardarei e usarei como guia em minha trajetória: "confie naqueles que buscam a verdade, mas duvide daqueles que dizem que a encontraram." Talvez seja por isso que, simplesmente não consigo desapegar desse "agnosticismo" em relação a praticamente tudo na vida e me simpatizo com maestria com à tal filosofia. Pensamento as vezes benéfico, outrora nem tanto. Minha vó tem o dom de causar essa costumeira sensação de vazio na gente. No entanto, quando à indaguei qual seria o sentido da vida, eis que ela me responde que é viver, contrariando o meu modo de pensar. Forma sutil e complexa de se responder. 

Sinto em dizer que desconheço quem vive, conheço apenas sobreviventes desse mundão. Somos obrigados a pensar igual, a ter padrões, a coibir nossos desejos mais íntimos e a contracenar nesse perfeito mundo regido pelo acaso, mero absurdo. Afinal tudo provém dessa origem. Portanto, somos todos forçados a atuar, deixando de lado o viver. Quando escrevo, faço porque quero, faço porque sinto e sinto porque supostamente estou vivo. Você é a razão na qual eu me sinto vivo, mesmo que perambulando pela morte. Porém devo salientar que, para uma pessoa que não vê graça em nada e consegue encontrar um outro alguém que, apenas por existir, dê sentido para a primeira continuar... É algo extraordinário. Ideia um tanto quanto absurdista. Mais absurdo seria se eu à quisesse tanto em meus braços, mas dispensasse a vontade de ter sua vida/sangue em meu poderio. Devido a lei do homem, volto a afirmar: não vivemos, apenas sobrevivemos na falta do que seria necessário para viver.

Imagino o porque da associação involuntária/inconsciente de histórias juvenis com se sentir vivo, ser jovem é estar próximo do 'viver' propriamente dito. Fase de explorar, desejar, apreciar, refutar, imaginar... 'N' verbos com significados relativos ao próprio prazer, quase um Satanismo real. A pior coisa é ser impedido de seus prazeres. Coisa que o Satanista almeja com tango afinco! É complicado falar sobre o real satanismo nos dias de hoje, alias, sempre foi... Exemplo disso é ocultismo demonizado que foi instituído até mesmo contra Jesus -enquanto em terra. Logo o Messias, o tão falado filho do Deus do amor, causando sua crucificação. Maldita sociedade, ainda alimentam o mesmo pragmatismo.

Hoje em dia, percebo que o mundo em que vivemos é apenas um reflexo do mal-humor de Deus. Pessoas perversas, desequilibradas, lunáticas e esquizofrênicas nos rodeiam. Estou expondo meu ponto de vista, talvez eu seja um, ou o esquizofrênico a qual me refiro, porém não há se quer um ser vivo capaz de dizer que estou a beira do precipício. Não há um alguém a altura de dizer que meus desejos/instintos são malefícios diante a sociedade. E seguindo meu impulso, aproveitando o meu bem estar, continuarei meditando maneiras de te esquartejar com aquele cutelo que compramos juntos. Lembro-me do teu sorriso quando me mostro-o pela primeira vez, e quero ver novamente quando estiver arrancando pedaços de você.

Na companhia do meu teclado e um love metal, fantasio sua morte. Porém com consciência que isso não pode sair do mundo astral. Afinal, devo alimentar meu desejo ou não? Se o deixar ir, minha frustração aumentará e ficarei mal por isso, em contrapartida se eu executar, te executar, terei que arcar com as consequências de uma legislação fajuta. Realidade cruel, e o meus direitos decretados na Constituição de 1988? Penso que podemos fazer tudo que queremos, quando estou nessa vibe, só devo me atentar a maneira correta de fazer, para driblar os Direitos Humanos. - Assim pensou o jovem psicopata, tentando reprimir seus desejos. 

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Não foi sua culpa, apenas sequencia dos fatos

O mundo se tornou completamente único após a sua chegada. Não tinha motivo algum para continuar, após diversos dessabores ocorrido em minha existência. Você é a luz que clareia os meus dias cinzas. Pessoa que me desperta a vontade de voltar para casa após um dia exaustivo. Um simples 'Eu te amo' seria esdruxulo ao seus pés, não pela falta do sentimento, mas sim por não conseguir definir um terço do que sinto por ti. Lembra da definição que tenho de um Deus? Os sinônimos da perfeição e tudo mais? Pois bem, hoje na presença dessa perfeição, agora um azul imenso seguido de verdes que balançam no ar parecendo que irão se fundir, borrões pretos passam rasgando o meu céu, de todos os tamanhos e cores, tornando-o mais complexo, causando em mim uma ilusão de ótica. Você deve estar se perguntando o que tem haver tudo isso contigo e eu lhe respondo: eu seria apenas mais um mortal que não consegue enxergar todas essas maravilhas se não a tivesse encontrado.

Todos os romancistas da vida, não importa qual seja  a forma de sua arte, precisam estar apaixonados para conseguirem expressar sequer um esboço do que sentem. E eu dou graças aos deuses por você. Não porque você me proporciona tal alegria, pois assim seria egocentrismo/egoismo de minha parte. As graças são por eles me presentearem com alguém que eu, em minha insignificância, não teria capacidade para imaginar. Deuses, destino, o que seja. Chame do que bem querer. Esse brincante sempre esta nos pregando peças... No meio da calmaria, lá no horizonte, se tu forçar à vista, percebe um vendaval! No meio desse efeito climático, você se foi. Volto a realidade nua, crua e cruel. Os dias incolores retornaram! Agora com um agravante.

Após um período tentando encontrar os porquês, como se estivesse despertando de um sonho confuso, tento me expressar. Questionamentos sobre a vida e seu sentido é corriqueiro. Se a vida é apenas isso, me pergunto o motivo de haver pessoas tão empenhadas em sobreviver? Tento incansavelmente descobrir o brilho, ou qualquer outra coisa que faz conservadores existirem. Preservar o quê, o vazio? Não consigo crer que somente eu enxergo dessa maneira, devemos seguir um script e sonhar com mais,  ou apenas dar um fim a incerteza? Esse fim é atrativo, porém o que restou do temor suplica por paz, não por dores intensas que à anteceda.

Você sabia dos meus demônios, talvez não se afastou antes por pensar que eu não preciso ser escravo deles. E eu queria que fosse verdade. O que posso fazer se eu só penso em morrer? Desejo antigo, surgiu em meio a um sofrimento. Depois não quis ir embora, esse tormento. Quem foi embora na realidade foi você, esta que não aguentou mais tanto sofrer de me ver sofrer. A escuridão é habitável, fácil de andar, difícil encontrar a saída. Morrendo aos poucos. Olhos se tornaram cinzas. Sem vida. Meu refúgio é mergulhar no nada. Sei do seu passado! Não se sinta mal, você tentou diversas vezes me conduzir à saída, mas acredito que a passagem é estreita, talvez não seja suficiente. O importante para min é que você conseguiu atravessá-la. Não acredito em anjos, mas acredito que há uma luta constante entre luz e escuridão no mundo. As vezes externo, e na maioria das vezes, perigosamente interno. Não se sinta triste, por sua escuridão ter ido embora.

Vivo aguardando o momento em que desprendo de minhas limitações no físico, e posso desfrutar quase que a imensidão da minha mente. Minto! Há tempos não vivo, apenas existo - aguardando por momentos como esse descrito. Ou quiçá um pico de emoção nos olhos desse moribundo juvenil.Talvez me simpatizo com a morte, apenas por querer permanecer para sempre no mundo dos sonhos. Dormindo. Os sonhos são tão bons! Quase se é um motivo para continuar. Será que gostar mais das seis horas (porcamente) dormidas, ao invés das horas "acordado" é errado? Não sinta culpa. Partirei consciente que você tentou me resgatar! As juras, foram verdadeiras! O vento leva consigo minhas palavras. Penso em sonhar eternamente, não ouse fazer suas rezas para que seu Deus possa me acordar, pois é lá que escolhi estar. Não fique triste. Não foi sua culpa, apenas sequência de fatos. Nunca me senti inteiro, sempre faltou algo. Afinal, sempre lhe disse que: "Te amo não porque você dança com os meus anjos, e sim porque acalma meus demônios".

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Waked up

Um filme. Uma pilula. Uma cantora. Uma madrugada. Um exercício. Um céu. Foram necessários para o despertar. Este moribundo que vos fala, por incontáveis vezes, esteve a beira de um colapso. Momentos difíceis foram superados sem um pingo de esperança. Foi como se estivesse hibernado durante este período turbulento. Enfim, acordei! De um sono que não quero mais presenciar.


Por inúmeras vezes sonhei com este momento de euforia, mas só havia um olhar cinza nesta face dorminhoca. A beleza não surpreendia mais. Como se o véu que lhe cobria os olhos tivesse sido retirado, foi possível rever um dos motivos que o mantem vivo. Não poderia ser nada mais que a visão imperfeita (por obstruções humanas) do esplêndido céu às 00:56 do segundo dia de julho deste ano.



Por vezes sentindo-se fracassado por não haver forças nem para se exercitar fisicamente, como anteriormente adorava. O contorno indesejado de seu corpo começou aparecer através da fina peça de roupa. Após pesquisas, e o retomar das engrenagens que o fazia mexer-se, com a ajudinha de um termogênico para lhe dar animo, aquela velha chama reacendeu - ou talvez seja apenas o grande nível de cafeina no sangue junto com outros componentes igualmente termogênicos, e o alto nível de oxitocina à tempos desejados.



Como se o Universo estivesse dando um empurrãozinho, um amigo, pelo What's app, citou o nome desta cantora espetacular: Etta James. Na companhia da playlist Queen of Soul estes dedos que à tempos não dedilhavam neste teclado, deslizam em perfeita harmonia e sintonia com a canção. São momentos como este que fazem, os ainda, homo sapiens sapiens desenvolverem vontade (estranha esta) de querer viver, chamada esperança.



A um enorme período não me deliciava com esta aturdida vontade de escrever! E hoje sou grato aos momentos citados acima. Nada melhor para despertar a imaginação (além de um bom livro) do que aqueles filmes que o fazem sentir-se parte, compreende? O filme visto hoje foi um desses. Interestelar.



Uma madrugada, um notebook, um CD, um reavivamento, um suor,  um quarto vazio, vazio de moveis porém inteiramente cheio de uma chama, aquela chama, lembra? Agora diante a outro impasse sinto que faço parte! Não deixar essa singela chama se apagar novamente me parece uma tarefa interessante e a minha altura. Enfim, acordei! De um sono que não quero mais presenciar.


sábado, 6 de agosto de 2016

O que me resta?

A vida é feita de bons e maus momentos, isso todos nós sabemos! Quando algo esta dando errado esperamos pelos bons momentos, essa é a esperança que nos dar forças para continuar nessa trajetória sem sentido. Aí eu me pergunto, e se aquela parte boa, que realmente vale a pena ser vivida já passou?

Oscilei entre o magnifico e o catastrófico, nesse período vivi intensamente cada instante! Seja ele ruim ou completamente ótimo, digo que aproveitei...Talvez eu mesmo tenha provocado esse desencarrilhamento e hoje procuro retornar com o trem aos trilhos, não questiono isto. Apenas me pergunto, e se aquela parte boa da vida já estiver passado, e agora só me restou dias massantes nos quais me policio para não tentar contra min?

Qual é a ideia de continuar se já passei do ponto em que eu deveria descer, o meu destino agora é ser levado pelo trem até a ultima estação? Nesse trajeto me punir mentalmente por ser incapaz de dar um fim nessa maldita farsa? Mas a pergunta de fato é, e se aquela parte boa da vida já estiver passado?

Se for verdade eu compreendo! Sei onde pequei, sei com quem pequei... A sua falta me consome, porém não posso tê-la outra vez. Não seria justo. Na teoria das cordas você já esta em outra vida, sendo outro alguém, não devo interferir. De certa forma à espero na ultima estação, mesmo sabendo que pegou o trem no sentido contrário, pois eu a tirei do meu vagão.

Como finjo não importar, me arrasto cada dia ignorando o vazio. Lotei a minha agenda de entretenimento, para não mais observar os dias passarem. Sou movido pelo cotidiano, este que não para, por isso não posso parar. Existo vagueando entre um dia e outro com uma patética esperança que tudo seja apenas uma fase, pois fases passam. Mas e se aquela parte boa da vida já estiver passado?

Já escrevi coisas alegres, tristes, desesperadoras, contagiantes, mas hoje só inicio um texto para me ver longe de min, quando olho para dentro não enxergo nada, apenas o nada. Movido pelo automático eu sigo, rumo ao esquecimento, local onde sempre temi estar. Não foi você, nem eu. Não preciso e não devo culpar ou encontrar a culpa. A aceitação é árdua porém necessária.

Não nego que sinto sua falta. Não deveria deixar você partir. Independente da situação não deveria ter me cegado em sua partida. Infeliz! Não movi um músculo para te trazer de volta, nem sei se podia. Quando o tentei já era tarde, os trilhos haviam mudado. Ainda me pergunto e se aquela parte boa da vida já estiver passado?

Minha companheira hoje é a solidão. Já tentei inutilmente ocupar seu lugar, porém sempre falta algo, nunca é você... Estou enlouquecendo na procura de sua copia. Sei que não deveria tentar te encontrar, muito menos em outro alguém. Estou rodeado de pessoas, pessoas boas, mas continuo me sentido solitário em meu trajeto. Além de não a ter ao meu lado, ela também se afastou. Pessoas indo como se fossem momentos... Deveriam ser mais sólidos, caramba!

Não te peço para voltar. Quero que siga e se encontre... Só te peço, não esqueça aquele momento em que valeu a pena ser vivido, não me apague da sua memoria. Sei que já passou, mas continuo me perguntando, e se aquela parte boa da vida já passou, o que me restou?

sexta-feira, 24 de junho de 2016

O último adeus

Na companhia de familiares e barulho de chuva me encontro em uma espécie de depressão. O amor pela vida se foi, não sei ao certo em que momento isso ocorreu, só sei que este "entusiasmo" não se faz presente. Ficar confinado em casa em consequência dos fatores climáticos é lamentável! Mas não é motivo para se sentir desmotivado com o todo. A falta de brilho nos olhos, aquele ar de esperança, a desmotivação perante a tudo me incomoda! Porém não encontro alternativas para prosseguir... Apenas sinto essa tristeza enorme sem um motivo plausível. Me sinto sufocado, prestes a ser consumido por um abismo sem fim. Na mesma proporção que não encontro saída para este labirinto, não sei como cai aqui. O mundo é estranho quando se ver daqui, nada faz sentido, nada tem graça! Até mesmo desejos carnais se tornaram chulos visto deste angulo. 
Peço perdão a todos que ficam, pela minha incompetência em encontrar tesão nesta jornada na qual ninguém sabe onde vai dar... Não encontro motivos para continuar dando "murros em ponta de faca" uma vez que tudo isso é em vão. Triste realidade dos seres humanos, preferem se iludirem com um "plano maior" do que aceitar a sua insignificância no Universo. E tem a audácia de se julgar superiores perante as outras especies. É, pensando bem em nossa existência à morte parece super atrativa, a vontade de permanecer dormindo invade os meus dias... E Após adquirirmos um certo grau de razão nos damos conta que a frieza anda junto com a primeira.
Se eu pular, será que vão me recolher logo do asfalto gelado, ou irão ficar me olhando e acompanhando à despigmentação de pele dos meus restos mortais, pelo fato de estar chovendo? Como se importasse... São apenas dejetos de mais um em meio a bilhões. 
Será que terei coragem para me lançar pela eternidade? Como o mundo é cinza para min, creio que sim, porém os que ficam não precisam de me ver aos pedaços. E odeio fazer espetáculos, então esta maneira de partir eu descarto!
No entanto, isso não inibe minha vontade de perder o folego (literalmente)... Veneno de rato também descarto, quero morrer e acabar com esse sofrimento silencioso, não torna-lo barulhento.
Só me resta a corda. Nó bem feito, altura considerável, acrescento um haltere de 40kg para não ter a oportunidade de cogitar desistir e me sentir um inútil pior, e pronto, adeus.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Encontrei!

  Assunto corriqueiro quando me faço presente. Facebook, Twitter, Novos Escritores, e-mails, blog, fanpage e é claro pessoalmente, outra, que esta madrugada, tive clareza que também internamente são: credo, etnia, fé , Deus, ateísmo, agnosticismo e demais relacionados.
     Vozes de todas as partes, inclusive a minha, queriam o meu parecer sobre os temas. Pessoa que a tempos defende o relativismo, crítico de religião, indeciso (para alguns), é um privilégio poder responder hoje, com pouco tempo de vida, uma posição de minha parte mais concisa.
     Após momentos desagradáveis retorno, como uma Fênix, voltei com aquele ar de realeza. Após o caos temos que saber apreciar a calmaria, tudo tem seu preço após pagarmos caro por algo na vida. A vontade de cair é imensa! Mas quando se tem amor ao redor para fortificar as pilastras, fica difícil se definhar para o abismo.  A altura me faz apreciar o horizonte e não mais prestar atenção na queda. A queda é apenas um detalhe! E quando se sabe cair, não se tem medo. Fase ruim, todos passamos! Certo?  Ver a superfície,  porém não ter forças para nadar é terrível... Aquele monstro lá em baixo lhe puxando os pés, enquanto tu tentas se esquivar e submergir, é algo amedrontador. Até o momento em que você vê sua face! E quando percebe o espelho, são duas alternativas: Ficar horrorizado, baixar guarda e deixar ser tragado ou; Perceber que aquele “monstro” era apenas uma parte do seu Eu, este que você precisava aprender a lutar contra. Serve de ensino.
     Após as trevas a luz me veio. Radiante e esplendorosa cheia de querer ser! Porém só chegou até mim, por que eu permiti...
     É mais comum e-mails de internautas ou em inbox no facebook os contatos (Coisa que aprecio! Mostra a maturidade e o grau de evolução de meus apoiadores, revelando o ágape da parte de vocês), dentre dez assuntos tratados seis são a respeito de minha real posição diante a vida. Sem querer render, vulgo: encher linguiça, desejo que este texto seja um tanto esclarecedor para todos, como fora meus últimos instantes.
     O grande ‘x’ da questão é que tudo é possível - ou meu ver - e após experiências latentes e privadas nos últimos tempos (momentos estes que não foram um “mar de rosas”), atingi um patamar onde posso dizer: é possível, e bem provável que haja um regente no universo!
     Creio que esta de minhas escritas seja a mais intima e menos confusa dentre elas. Não quero entrar em debates, fúteis, para dizer o que é certo ou errado, mostrar-lhes um caminho. Até mesmo pelo fato de não ser hierarquicamente falando (e desconheço quem seja), a pessoa adequada para tal feito. Talvez neste caminho em busca da perfeição, no fim da jornada eu seja agraciado com um cacife a altura de tais respostas concretas. Sei que irei perder/ganhar admiradores após esta publicação! Mas o que realmente me importa agora é dizer a vocês que felizmente encontrei e que realmente há um norte.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O observar desperta o pensar

      Centenas de homo-sapiens estão ao redor, alguns calados outros em burburinhos nos quais não se da para compreender. Diversas formas e tamanhos. É quase palpável os pensamentos alheios se cruzando pelo ar. Uma loira chata a minha esquerda desviando a minha atenção, tentando me tirar de meu êxtase. Esta epifania na qual eu amo estar.
     Pessoas que talvez nunca mais irei vê-las na vida, mas que fazem parte dela. Estranho e complexo, né!? Algumas fisionomias me despertam lembranças abstratas de um passado (talvez). Conversas aleatórias me fazem perder no ar. As vezes me permito! Mas logo volto a me encontrar, apesar da realidade que nos deixa a desejar.
   Escritas desordenadas saem no papel como se acostumadas fossem. Talvez ninguém entenda o que eu desejo transmitir, mas pouco me importa, escrevo para mim! A compreensão alheia é um privilégio deles...
     É nestes momentos de calmaria que tento me expressar, mesmo que seja apenas para desabafar ou limpa um pouco a mente. Pelo turbilhão de pensamentos que invadem o meu cérebro, é necessário vomitar um pouco destas nuvens falatórias.
     Amor: palavra e sentimento que nos surpreendem a cada instante. Atos que eu não cometeria me fazem refletir  no agir do outro guiado por essa emoção tão pouco explicada mas de fato sentida.
     Ao passar do tempo as pessoas no ambiente mudam. E eu no papel de observador parado a pensar percebo o recinto esvaziar e a solidão chegar novamente e deixo de  pensar no amor. Apesar de ter você que não me deixa exatamente só, não importando o tempo...
     Escritas sem sentido? Estou apenas plagiando a vida, em sua companhia. E jorrando o que me inunda sem motivo. Vou me retirar também deste lugar! Pois devo ir e lhe deixar a imaginar... Textos sem fim são fascinantes pois você o escreve comigo, "sem estar ao meu lado".

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Início sem fim


Houve uma época, em que eu forçava sorrisos.
Sim, houve! Só os loucos sabem o que eu digo.
Somente eles (pessoas qualificadas), para sentir o verdadeiro Carpe Diem.Visto tais fatos é justo dizer que: só os loucos sentem.
Na companhia de poucos (muitos), em diversas esferas, modalidades e áreas. Eu consegui alcançar!
“Nirvana”, “Estado superior”, “Paz de espírito”, “Deus”, “Vida”, “Acaso”, “Universo”… Depende de como você o acusa!
 Hoje eu ostento um contato íntimo, o conhecimento interno. Tal qual nos faz sorrir!  Ou seja: Eu.
Digo-lhes que é realmente custoso, passar pelas “crises existenciais” que alopram nossa jornada.
Para os que estão em meio uma eu digo,  não se pré-ocupe com uma futura perda da sanidade. Acredite, isso passa!
No entanto, extremamente satisfatório é, todo o percurso conturbado, após findarmos e chegarmos ao Início.
Quando se olha daqui, o sorriso nos vem naturalmente.
Devo dizer que: não há formulas (crie), não há caminhos (faça-os), não há condenação (relaxe).
Há apenas recompensas! E o ápice é, sorrir. Ao passo que,  também  é a mais simplória.
E hoje, eu te digo, forçar sorrisos não me é necessário. Pois se tornou onisciente e esta também em toda parte.
Abra os olhos!
E a única coisa que, eu ousaria dizer através desta experiência maravilhosa é, absolutamente nada.
Pois, a resposta você já encontrou, agora sinta. Eu te peço e aconselho: me sinta! Sinta a si mesmo.

Lado oposto


    Alguns acontecimentos em minha vida  me faz prever uma mudança radical em meu ser. Sinceramente, tenho medo do quão posso ter mudado.
   Convicções que estão em constante... Transformações, nos cerca perante a sociedade. É complicado um hétero apoiar o feminismo por exemplo. Pois de acordo com alguns: eu não sinto na pele para argumentar sobre. Portanto permaneço neutro (por enquanto), Pois querendo, ou não, já tenho uma opinião formada a este assunto.
    Como tudo na vida nós temos os prós e os contras - e sempre será assim. Este é o motivo de muitos se manterem - até mesmo preferir - o estado neutro. O Anonimato, melhor dizendo. Posso estar dizendo bobagens! Mas quem não estar? Infelizmente a influência esta no meio de tudo. E com essa inevitável dualidade nos deixam inatos perante alguns assuntos.
    O meu convívio de ontem, no meio de comunistas, feministas, LGBT's, pessoas que apoiam a discriminação da maconha e demais "entorpecentes" e que apoiam o movimento negro, me fez ter um novo olhar e posição diante a humanidade. Querendo ou não, temos avanços! Alguns não querem enxergar, porém falta muito para chegarmos em uma espécie de utopia. Se é que um dia chegaremos...

PS: Respeitar a opinião alheia e os gostos alheios, já é um início!
29/10/2015 - J.L.Silva - UniBH

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Triste Existência

Porque a tristeza é mais fácil chegar do que a alegria?
Não precisa ter motivos para a melancolia, ela apenas vem sem ao menos ter sido convidada - nem nada.
Chega um momento que nem mesmo o chorar é atrativo. Fico inerte no sofá apenas a respirar, pensamentos aleatórios não me assustam mais.
É custoso realmente sorrir! Não há motivos que valha apena fazê-lo.
Chorar também é um esforço no qual não se tem razão.
Acabo de ler que estamos em um labirinto! Refletindo sobre... É bem dramático enxergar que ele possa estar certo. Ninguém nunca saiu destes becos e se fez não quer nos contar como faz.
Nesta grande peça teatral onde palhaços se atrevem a sorrirem, volto a pensar por onde meus pensamentos deveriam andar.
Dividido em dualidades (Como o tempo todo faço), não consigo apenas viver! Me parece falho existir por assim fazer. Quem discorda dessa grande tristeza peço gentilmente que me façam encontrar a tão utópica alegria, e me ajude a emergir desse sofrimento chamado: melancolia.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Desconexo como o todo





    As vezes, não compreendem os que possuem a virtude da sinceridade. Em mundo de mentiras, culturas, um mundo tecnológico, um "pós-modernismo" (se é que posso descrever assim), é complicado a vida  a dois. Não há tantas reclamações da minha parte, porém o que me frustra, particularmente, é a ausência de perfeição.
   A presença de uma "especie de loucura" deixam as pessoas com um certo receio de mim. Tento  controlá-la (insanidade), pois tenho consciência dos meus atos. E possuo também, as vezes é necessário que eu me policie, conhecimento dos meus limites.
   Medo. A emoção que mais desgosto! Pois ela cria formas, coisas, situações que nós não deveríamos viver. Se coloque no lugar de uma pessoa paranoica, por exemplo... O quanto deve ser triste a "vida" dela. É inevitável, o medo é corriqueiro em nossas vidas e necessário! Bem complexo este assunto.
   Equilíbrio: outro fator necessário em qualquer âmbito falado, nem preciso entrar em detalhes. "Errar é humano" e de fato é! Porém podemos ao menos tentar diminuir os efeitos colaterais deste errar.
  Mudanças assustam qualquer um! Porém a metanoia também é necessária para a nossa evolução. Uma pessoa frustada, como eu, procura essas mudanças o tempo inteiro para tentar fugir do Tédio Diário. E sei que não estou só! Covardia? Talvez! Porém prefiro ver como uma válvula de escape para dar continuidade à vida. Afinal "à vida é tão rara" - Lenine.
  Um texto meio desconexo este? A principio sim, porém reflita nos assuntos citados e tente compreender o todo. Se tu já desvendastes lhe parabenizo e tenho uma má/boa notícia pra ti: você é um de nós! "De gênio e louco, todo mundo tem um pouco" - Augusto Cury. Não tenha medo de si mesma. Que a sinceridade prevaleça...
Namastê!



sábado, 31 de outubro de 2015

Dose de realidade

    Flutuando com clonazepam. Dopado de ódio e vazio. As caixas sonoras insistem em ecoar uma fúria pelos integrantes da banda Slipknot. Pessoas dormindo e absorvendo toda a loucura dos cânticos. Pessoas em aparelhos telefônicos na esperança de algo novo, e nem se deram conta de que a depressão estar se arrastando em torno de seus pés. Se tornou tudo muito mais fácil, sem dificuldades. A esperança que haja um amanhã, se esvai.    
  Todos com olhares cansados por estarem sendo sugados por seus smartphones, um vício. O vício de escutar musicas para dar vazão a minha fúria, já revela o tamanho de minha hipocrisia em criticar alienados por eletrônicos (grupo no qual eu faço parte!).   Sinto em dizer! Nos tornamos dependentes das maquinas. Alguns como eu, tentam se abster o máximo à essas "vontades da carne", porém é inevitável! O mundo virtual, hoje faz parte do mundo fictício em que vivemos. Ou seria interpretamos? Enfim.    
  Criticas elevadas a inveja me trás a escrever de novo. Pessoas que tem o mesmo potencial que as demais, mas não querem produzir, apenas obter resultados semelhantes dos que se encontram em fadiga. Fadiga faz parte do meu dia. Não se sabe se faz parte da loucura, ou é um mero reflexo do trabalho árduo.     
  Mundo com cânticos que dizem que os menos afortunados, nos cercam pelas ruas. Quando nos trancamos, na vã tentativa de ficarmos fora do mundo deles, somos vistos com maus olhos: louco, egocêntrico, viadinho, anti-social e por aí vai... uma caralhada de xingamentos. E as vezes, temos medo de não sermos bem interpretados pelos demais, desencadeando algo pior.     
  A resposta para o achismo alheio é o que vale para os portadores de invejas, os que criticam sem causa. Hoje com a "liberdade de expressão" todos, mesmo que em anonimato, se tornam críticos/sabichões  e julgam o trabalho alheio sem ao menos ter um para tirar base. Realidade contemporânea: criando porcos alienados e sem culhões para deixar sua marca na história. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Mundos

Eu não estou conseguindo discernir qual é a realidade. É uma sensação estranha! Estou perdido em meus pensamentos, já não sei quais são as especulações, e o que de  fato acontece. Pode parecer meio vago, mas vou tentar te explicar o que se passa: suponhamos que haja dois mundos ( dois para simplificar e facilitar a compreensão de vocês, pois se prestarmos atenção a nossa volta, podemos perceber diversos), como podemos ter certeza em qual vivemos ? Como saber se tudo isso a minha volta é real? Devemos acreditar, mais uma vez cegamente, que este mundo de fato existe, apenas porquê aprendemos assim?


Para dar inicio ao que eu quero dizer, há um filme, bem interessante, que pode te ajudar a  acompanhar minha linha de raciocínio: Matrix - creio que a maioria já assistiu ou ouviu falar. Talvez, com a ideia que os irmãos Wachowski tetam nos passar nesta ficção científica do fim da década de 90, você consiga entender (ou não) o que eu quero dizer com "mundos". Algo que também podemos tirar como "base", são nossos sonhos. Enfim, como podemos saber se estamos "acordados" sendo que este mundo em que estamos, pode perfeitamente ser um sonho, ou uma experiencia que não deu certo, ou o início de uma, ou até mesmo um jogo (neste caso, quando digo jogo, tenhamos a ideia de um video game mesmo), consegue me entender ?



Agora que você já provou um pouquinho dos assuntos conturbados que passam em minha mente, podemos seguir adiante. Vou pegar um livro, O leitor, quando inicia uma leitura, desperta o mundo que esta em suas mãos. E uma coisa engraçada, é que mesmo que os autores dos livros não se "conheçam", de maneira alguma, parece que todos os livros estão ligados, acontece isso com você também ? Assim como a gente no universo: somos como teias de aranhas, já sabemos que tudo tem causa e reação, devido a este fato. Parece que no mundo dos livros também funciona assim. O que de fato me intriga (mais uma vez, deixo claro que é apenas um exemplo, e o que estamos tratando aqui é a forma em que eu estou pensando ultimamente), é a ausência de algo (ou alguém) que possa afirmar que o mundo em que nós vivemos é verdadeiro, enquanto o mundo em cada livro é "falso", usando aqui os livros de fantasias, para ilustrar a magnitude dessa "verdade".



Nós não sabemos qual é a verdade, qual mundo é o certo... Tudo é só duvida! É até difícil colocar exclamação no fim de uma frase. Talvez, este seja o motivo no qual algumas pessoas gostam de chamar esta pontuação de "ponto de admiração". Parando para pensar, é admirável ou cômico, o absolutismo que nos cerca. Você consegue entender ? Você ao menos consegue me ouvir ? Eu estou gritando, mas você nem se mexe, não me parecer que esta ouvindo... Será que estamos no mesmo mundo ?



Existe outro alguém que se encontre na mesma situação ? Se tiver me procure, me ache, me diga, não me deixe sozinho. Eu estou enlouquecendo... E parecer que estou só, agrava a meu estado. Se eu não estiver só, então você sabe que isto não é verdade, e mesmo assim vai me deixar afundar  na "insanidade"?Você pode pensar que isso é verdade, e tudo isso, rola mesmo dentro da minha cabeça: e o motivo por detrás destes pensamentos, é que eu estou ficando doido, ou algo que o valha. Mas tenho quase certeza, que você irá achar mais viável fingir que esta tudo bem e voltar para o "seu" mundo. Ou devemos chamar de realidade fictícia  ?

Banalidade comparar

Em um chão gelado a pele fria pelo contato, minha mente outra vez cheio de audácia e perversidade, imagina sua roupa espalhada pelo quarto. Cama bagunçada (um pouco molhada de suor), sua pele macia ( um pouco rígida, efeito do vento que invade pela janela, deixando-a arrepiada), seu belo cabelo sem um lugar certo (pois juntamente com o corpo percorreu a casa inteira), olhos fechados (acompanhando a boca com uma certa serenidade, sem perder a sensualidade). E minha mente não satisfeita, quer ir além, e agora eu tenho uma visão mais próxima de você. Percebo algumas marcas vermelhas pelo teu corpo, com certeza não me contive, e mordidas, tapas e algumas pegadas mais fortes, foram necessárias para saciar nossa vontade.


Desperto de meus pesamentos e deixo a realidade tomar conta. Continuo deitado nessa cerâmica gelada. Olho para cima tentando enxergar o céu (a única coisa tão lindo e sereno após um vendaval, e que tem o cinismo de se mostrar brando depois de destroçar uma casa), mas não havia céu algum. "Porra! Estou dentro de casa, no escuro, deitado neste chão frio e querendo enxergar o céu ? Estou "viajando" só pode..." Disse no momento em que me colocava de pé. Ainda atordoado com a maneira esplêndida em que meu cérebro te projetou dormindo completamente nua em minha cama, saio cambaleando a procura do "meu céu" (este que não há espaço a ser preenchido com estrelas, pois as mesmas não caem), e ao sair na varanda me deparo com apenas nuvens, sem ao menos uma estrela para embelezar aquele cinza filho da puta.



Em questão de segundos, me lembro de outra coisa que consegue me dar a mesma sensação do que admirar o céu em um "dia bom". Deixando para traz aquelas nuvens que insistem em tornar tudo uniforme e esconder uma beleza surreal, adentro rapidamente e vou em direção ao meu computador. Após alguns clicks de mouse, aquela linda sinfonia invadia meu quarto. Parecia que dançavam em cada fresta das paredes, quase podia sentir a presença do próprio Beethoven ali. E então percebo que foi em vão. Nem mesmo ela (sinfonia) consegue provocar em meu corpo o mesmo ou similar "frenesi" de quando apenas penso em você.



Logo deixo à você a missão de trazer a tona uma sensação que nem mesmo o cérebro humano consegue imaginar (apesar de senti-la), e volto a deitar - agora em meu leito- para me afundar em meus pensamentos. E antes de deixar você rouba-lo por completo, me pego pensado que nem mesmo o céu com toda a sua magnitude conseguiu manifestar diante dos meus olhos, quiçá a 5 sinfonia de Beethoven com sua desenvoltura conseguira. Mas você, meu bem, consegue me causar tal efeito! Na realidade, tudo que foi dito aqui, comparado ao fato de imaginar sua boca e teu corpo junto ao meu, se tornam apenas mais uma trivialidade da vida, que devo esquecer quando minha boca de fato encontrar a tua.

Compreensível! Porém, confuso.

Saudade.


Como lidar com a corriqueira saudade?



Esta que faz parte de todos nós.



Quando pensamos em saudade, logo a vemos (não importa, pelo o quê -ou para quem- seja).



Pois é algo que esta presente, algo que esta em toda parte.



As vezes, é bom! Outrora, se torna uma nostalgia, capaz de nos matar.



Você já parou para pensar, o quanto a saudade é complexa ?



Pois bem. É com toda essa redundância, que eu lhe explicarei o que se passa;



Paixão.



A persistente e calorosa paixão.



Algo que está em toda parte. Entretanto, apenas alguns afortunados à sente.



Todos nós à vemos mas, somente os sábios (Talvez loucos, pela ousadia), são capazes de  senti-la.



Sim! É com todo esse pleonasmo, que eu tentarei te explicar, a simplicidade da paixão.



Algo grande e minúsculo, que pode nos matar. Se não soubermos enxergar os extremos opostos;



Conexão.



A pura e simpática conexão.



As vezes sutil, mas nem sempre.



Quando percebemos do que se trata, nada mais, faz o menor sentido.



E somente você, é capaz de encontrar (repare no menor).



Não existe sentido! É apenas um jogo (onde vencem os predadores, ou serão as vitimas? Não sei ao certo)



Nem ao menos, me lembro do quê se trata o nosso texto:



Erros.



Necessários e lastimáveis erros.



Somos como um joguinho de erros e acertos.



No entanto, se você consegue enxergar os acertos, parabéns! Se não, desista, não é a hora (ainda).



Olho para o céu, e sinto uma tremenda paixão, com uma pitada daquela nostalgia do inicio do texto.



Saudade da pessoa que eu era, quando o comecei. Será que temos alguma conexão?



Afinal, quem disse que a simplicidade não é complexa.


Vários de nós

Várias fotos. Pessoas em minha volta (pessoas que realmente deveria estar lá), o silencio sendo entediado por um ruído de chuva, ou seria apenas o som da minha namorada no chuveiro me causando a sensação.
Aprendi hoje, que na vida, tudo é relativo! Pessoas, coisas, amores, amigos, idéias, filmes, pontos de vistas e é claro - por ultimo, mas não menos importante: eu. Todos nós temos nossos pontos de vistas, todos corretíssimos, todos querendo agradar, todos sendo quem são. Em quaisquer situações que se encontrem, sempre estamos querendo proteger os queridos, ajudar os necessitados, escrever algo importante, alcançar a evolução. Mas, agora eu lhe pergunto, em qual dessas situações você se encontra? Qual grupo você pertence? O que te trouxe para o mundo? Que sentido tem isso? E o mais importante de tudo, quem é você?
Nessas humildes escrituras, direcionadas a você! Eu venho com o desejo de lhe causa aquela coceira no nariz, aquele formigamento, aquela fungada, aquele gesto, aquele pensamento e quem sabe aquela pessoa. Coisas que te fazem encontrar a felicidade! A verdadeira busca. Uns dizem que é o amor, outros as drogas, outros o dinheiro, outros livros e eu, costumo dizer que são o universo de tudo isso o resumo de nossa felicidade. E para você, o que se resume a sua felicidade? Estar perto de quem você ama? Eu, particularmente, gosto de crer que sim! Para a última alternativa. E você?
Talvez, você (É, você mesmo! Nem tente disfarçar. Pare de fingir que estar tudo bem, para de dizer que não acontecem coisas aparentemente “ruins” a sua volta, mude estes hábitos porra! Vá de encontro a sua felicidade, o que lhe prende aqui afinal?), não esteja compreendendo o que eu quero passar nessas palavrinhas tão sem nexo, talvez você esteja do outro lado, talvez tudo que eu digo é uma bosta – em seu ponto de vista. Mas mesmo assim, eu te pergunto, você tem certeza que sou eu o erro? Sou eu, é quem estou sem nexo, para a compreensão das pessoas que compõem o universo a minha volta? Sou eu é quem me encontro do outro lado?
Toda obra, não importa se estamos falando de artes ou de uma construção civil! Tem a                sua beleza. Para que o interlocutor aprecie a sua beleza. Certo? Errado! Ouso dizer, que você estar equivocado quanto a esta afirmação! Pegando de exemplo este curto texto: eu fiz algumas afirmações, seguidas de equívocos, e é claro tudo terminando em perguntas. Permita que eu responda alguma delas, quem sabe me dizer que, com esta mesma resposta – você não consiga sanar todas as perguntas a sua volta? Hahah...
A chave de tudo meu amigo é: o sopro do vento, o sorriso de uma criança, a guerra (ela também tem sua beleza), os amigos, a família, a extinção dos dinossauros, enfim. Tudo tem respostas, tudo se tem perguntas, em todo lugar há dualidades. Porém, você apenas consegue alcançar todas as coisas “boas” que eu citei neste texto, se realmente estiver preparado! Nada é por um simples acaso. Tudo há um motivo! E para ter autonomia sobre tal chave, sobre a sua vida, não é diferente. A chave se resume apenas em uma coisa grande/pequena: você! E para mim: eu.
Traduzindo: só você tem a chave, que na realidade é você mesmo. O fim se resume no início. Vida que segue. Seize the day (curta o momento!).                                                                                             
[By: J. L.Silva – 03:38 Dia: 21/06/2015 (Namastê!)]

Só sobreviver

Existe um tipo de cansaço que não se explica. Não é o cansaço do corpo depois de um dia longo, nem o sono acumulado de noites mal dormidas. ...